By Alexandre Ritter™. Tecnologia do Blogger.

Blog em Reformulação!

1 de maio de 2012

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Galera, o blog está em reformulação!
O relato do Mochilão América Latina foi perdido em partes,
no entanto, estou recuperando o rascunho e devo postar novamente.
Em breve estará tudo normalizado.

Abraços a todos e Keep CouchSurfing!

Conheça Curitiba!

5 de junho de 2011

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Seção: Filmes que você não pode deixar de assistir!

10 de abril de 2011

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- THE WAY (O Caminho, 2010)
http://www.theway-themovie.com/

Um filme com direção e atuação de Emilio Estevez, com Martin Sheen,  Deborah Kara Unger, James Nesbitt e Joaquim de Almeida. O filme teve sua estréia em 19 de novembro na Espanha. Apesar da boa acolhida que mereceu no Festival de Toronto, 'The Way' não tem distribuidor nos EUA.

The Way (O Caminho) conta a história de Tom Avery (Sheen), um oftalmologista californiano que viaja para a França para resgatar o corpo de seu filho, morto em uma tempestade nos Pirineus, no Caminho de Santiago. Depois de cremar seus restos mortais, coloca-os na mochila e segue o caminho do filho.

Sinopse: Tom é um médico americano que viaja para a França para recuperar o corpo de seu filho, Daniel, morto numa tempestade enquanto fazia o trajeto do Caminho de Santiago de Compostela ('El Camino de Santiago', também conhecido como 'The Way of Saint James'). Levado por sua profunda tristeza e pelo desejo de compreender melhor seu filho, Tom decide deixar sua vida californiana vazia para trás, e embarca em uma peregrinação histórica, numa combinação de luto e homenagem a Daniel, refazendo a trajetória de seu filho no 'El Camino de Santiago'; Durante a peregrinação, Tom encontra pessoas ao redor do mundo (e três em particular), todas sofrendo e à procura de um significado maior em suas vidas. No 'Caminho', Tom descobre o significado de uma das últimas coisas que seu filho lhe disse. Há diferença entre a vida que vivemos e a vida que escolhemos.

Estudando Roteiros e Planejando o Mochilão!

8 de abril de 2011

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Tenho em mente alguns planos para os próximos mochilões, assim, uma das tarefas que mais gosto é desenvolver o Roteiro das viagens, seja através de pesquisas, leituras, conversas com amigos e todo o material disponível.

Atualmente, estou montando, ao mesmo tempo, cinco roteiros para em um futuro próximo, colocá-los em prática. São eles:

Oriente Médio - Tirando os Sapatos: O Caminho de Abraão e Moisés.
(Patras, Atenas, Ilha de Rhodes, Ephesus, Selçuk, Pamukkale, Antalya, Capadócia, Antakya, Ur, Haran, Damasco, Maloula, Beirute, Balbeck, Nazaré, Jerusalén, Tel Aviv, Jericó)

O Caminho de Santiago de Compostela - Um Peregrinação pelo chão de estrelas.

Argentina e Chile - Rumo ao Fim do Mundo!

Equador e Colômbia - Com um pé no Mundo!

Trekking: Campo Magro.

29 de março de 2011

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Trekking: Cachoeiras Gêmeas, Campo Magro PR.

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Passeios: Cataratas do Iguaçu, Foz do Iguaçu PR.

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Trekking: Salto dos Macacos (2).

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Trekking: Salto dos Macacos (1).

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Trekking: Rota das Cachoeiras (2).

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O Rio Novo nasce nos campos do planalto e despenca até a planície através das montanhas da Serra do Mar, formando diversas quedas d’água, denominadas 'Rota das Cachoeiras'.

As 14 cachoeiras, que formam a Rota das Cachoeiras, estão localizadas numa área de 100 hectares com desnível aproximado de 600 metros. O trajeto das quedas, todas em seqüência, é feito por duas trilhas sinalizadas:

- a Trilha Passa-Águas que contorna o rio e permite a caminhada próximo às águas, tem extensão de 2900 metros e tempo de percurso aproximado em 3h30min, ida e volta;
- a Trilha do Araçá foi a primeira trilha aberta, liga a primeira e a décima quarta cachoeira; seu percurso é feito através da mata, tem extensão de 2500 metros e também dura em torno de 3h30min, ida e volta.

A última cachoeira, denominada a do Salto Grande, tem 125 metros de altura.

(Alba Kosinski, Alexandre Ritter, Carlos Parucker, Geni Dall'Agnol, Iria Franzon, Josiane Jeneski, Kaoana Fedatto, Kayuri Fedatto, Kazuko Yamazaki, Liciete Nascimento, Marly Stanik, Nara Inês Cunha, Nelci Fontana e Sérgio Liebl)

Trekking: Rota das Cachoeiras (1)

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Trekking: Acampamento no Pico do Morro Tucum.

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Segunda e Terça-feira, 11 e 12 de Outubro de 2010. 7 horas da manhã; Pegamos um ônibus do Expresso Princesa dos Campos (R$ 8,33 ida, R$ 5,26 volta), no Terminal da Rodoferroviária de Curitiba, com destino a Terra Boa, que sai pela BR-116, sentido São Paulo. Destino: Pico Tucum - Serra do do Mar paranaense.

Deve-se ficar atento para a parada de descida: Depois da entrada da Estrada da Graciosa (PR-410), passando o Posto Rodoviário/Pedágio seguindo ainda cerca de 4 km até avistar o primeiro posto de combustível (Posto Túlio). Logo após, uns 200m tem uma estradinha de terra à direita, de difícil identificação. É alí onde começa a aventura!

Siga a estrada de terra (aproximadamente 6 km de caminhada) que termina na fazenda conhecida pelos montanhistas como Fazenda da Bolinha, fim do caminho de terra. Resta se informar, tomar uma água e pagar uma pequena taxa de entrada na fazenda (R$ 2,00) e começar a caminhar (muito) mata dentro e montanha acima.

O Tucum é uma montanha de aproximadamente 1720m de altitude localizada na Serra do Ibitiraquire, parte da Serra do Mar paranaense, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. Embora a pouca fama não o torne tão visitado quanto o vizinho Pico Paraná, tem uma das melhores vistas da Serra do Mar.

A trilha convencional passa pelas montanhas adjancentes: cerceia o Camacuã em meio à riquíssima mata atlântica e atravessa o topo descampado do Camapuã.

Fonte de Apoio: (odoig.org)

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Trekking: Pico do Morro Caratuva.

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Com 1850 metros, o Pico Caratuva, a cerca de 50 quilômetros de Curitiba PR, na região de Piraquara, é a segunda maior montanha em altitude da região sul do País.

Vencer a subida até o cume é um passeio que vale a pena tanto pelo visual quanto pela caminhada. São cerca de três horas e meia para alcançar o topo, em meio à mata atlântica preservada. Ao longo do caminho, bromélias e caraguatás revelam-se em cores intensas.

Além disso, descampados oferecem um visual único do relevo do entorno - do alto do Caratuva é possível ter uma vista privilegiada do conjunto Ibeteruçu, onde localiza-se o Pico Paraná. Lá em cima, o visitante ainda contempla a espécie de bambu anão que dá nome à montanha.

Alessandra Romão, Alexandre Dal Bello, Alexandre Ritter, Douglas Messias, Fernando Facchin, Giselle Michel, Inévio Alquieri, José Francisco, Lauremi Negoseki, Raquel Rodrigues e Sérgio Liebl.

Trekking: Caminho do Itupava (1).

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Antes da construção da Estrada da Graciosa, realizada em meados do século 19, quatro caminhos ligavam o planalto de Curitiba ao litoral paranaense: Conceição, Arraial, Graciosa e Itupava, sendo que o Caminho do Itupava foi o primeiro acesso à 'Vila de Coreatuba', que veio a se chamar Curitiba.

O Caminho do Itupava é o mais bem preservado de todos, e o que recebe mais visitantes em busca de caminhadas. Ele liga a Região Metropolitada (Borda do Campo) a Morretes (Porto de Cima) e dá acesso ao Parque Estadual Marumbi. Foi aberto entre 1625 e 1650 sendo, por quase três séculos, o único caminho entre o litoral e a região do planalto.

As informações históricas são contraditórias; algumas fontes dizem que o caminho foi aberto pelos portugueses, outras por caçadores, mas todos concordam na importância desse acaminho que até hoje é visitado por aventureiros e amantes da natureza.

Hoje, a Trilha vai de Quatro Barras a Porto de Cima, demorando aproximadamente 8 horas de caminhada para se completar o percurso. Parte do caminho é calçado por pedras acentadas pelos Jesuítas e outras por escravos. O início da caminhada se dá a 1000 metros de altitude, sendo que o final se está praticamente ao nível do mar.

O Caminho do Itupava passou por algumas modificações ao longo do tempo, como a colocação de pontes sobre os rios que cortam o caminho, mas a maior parte permanece da mesma forma como na época em que os viajantes do Império trafegavam por ali.

O percurso ainda corta a Estrada de Ferro que liga Curitiba à Paranaguá, outro patrimônio histórico nacional inalgurado em 1883; o final do caminho ocorre na estrada que passa paralela ao Rio Nhundiaquara e segue até a estação de trem Engenheiro Langue, a vinte minutos de caminha da estação Marumbi; localizada ao pé do Pico Marumbi, início da trilha para esta mesma montanha.

'Há belíssimas paisagens e cachoeiras escondidas'.

Trekking: Caminho do Itupava (2).

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Trekking: Pico do Morro Camapuã.

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Que venha 2011!

1 de janeiro de 2011

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A cama, o coração, a vida, tá tudo arrumado.
Falta só alguém capaz de desarrumar! Que 2011 seja realmente maravilhoso!

Meu desejo para este ano que se inicia é que ele seja feito de gente bacana, sincera e elegante.
Que 2011 tenha muitas noites de luar, banhos de mar e dias de chuva também.
Que a esperança e o amor sejam nossos guias, que tenhamos mais viagens e aventuras; que possamos brincar mais e que tenhamos muitos sonhos novinhos em folha para realizar.

Um ótimo e abençoado Ano Novo à todos!
FORÇA SEMPRE! 

Em busca de um novo 'Caminho'!

19 de dezembro de 2010

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Versão 'Mobile' do Blog.

17 de dezembro de 2010

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Agora você já pode acessar o blog Relatos de Viagens de qualquer celular.
Entre lá em digite http://alexandreritter.blogspot.com/ em qualquer dispositivo móvel e você automaticamente será redirecionado para a versão 'Mobile' do Blog.

Mais uma novidade para poder acompanhar todos os relatos.

Cataratas del Iguazú, Argentina (Parque Nacional Iguazú).

22 de novembro de 2010

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No final de semana prolongado devido ao feriado de 15 de Novembro aproveitei para visitar minha terra natal (Marechal Rondon PR), ver minha afilhada Luana, e curtir as delícias culinárias da minha Tia.

No iniciozinho da semana, rumei de Marechal Rondon PR para Foz do Iguaçu PR, distante 637 km da capital paranaense, e divisa com a cidade de Puerto Iguazú, na Argentina; e lá estava eu, para hospedar-me no Hostelling International Paudimar Campestre (R$ 20,00 a diária), de Foz de Iguaçu.

Aproveitei para fazer algumas comprinhas básicas em Ciudad Del Este, no Paraguai, visitar o Dutyfree da Argentina, onde adquiri minha nova Nikon D5000, e já no final da tarde tomar um banho relaxante na piscina do Hostel.

No primeiro dia na fronteira, fiz amizade com uma senhora de Joinville, que estava hospedada com sua filha, e depois iriam para o interior do Paraguai, onde o genro trabalha; Tomamos uma cerveja deitados nas espreguiçadeiras a beira da piscina e conversamos sobre viagens; Mais tarde, conheci uma portuguesa, Sandra, que mora em Paris. O sotaque português me encanta e é inconfundível; logo de cara puxei assunto com ela.

À noite, depois de um bom banho quente, vi que tinha um brasileiro sentado sozinho em uma mesa no barzinho do Hostel, pedi uma cerveja e dois copos, e fiz amizade com o paulistano Robert, comissário de bordo da Empresa Aérea Azul; sua namorada, Denise, aeromoça, estava no quarto e não quis passar a noite conosco. Juntaram-se ainda o paranaense de Maringá, Junin, e o Carlos, de Vitória, no Espírito Santo. Jogamos um pouco de bilhar (sinuca), algumas cervejas, muitas risadas e depois lá pelas 23h me recolhi para meu quarto (cabana).

No outro dia cedo, depois de um bom café da manhã, às 8h, já estava pronto para minha aventura, Cataratas Del Iguazú, no lado argentino (Parque Nacional Iguazú). Combinei o passeio e o transporte no Hostel mesmo (R$ 25,00 Transporte + R$ 25,00 Entrada + R$ 110,00 Passeio).  Comprando lá na hora, na entrada, é mais barato, assim como o transporte, mas não estava muito a fim de procurar.

A Van chegou pontualmente na hora marcada. O motorista, uma figuraça! Torcedor do Boca Juniors, estava com a ‘cabeça inchada’ pois o time havia perdido o super-clássico argentino na noite anterior por 1 a 0 para o River Plate. Todos na estrada e na fronteira conheciam ele, e cada carro que passava, buzinava e chamava a atenção pela derrota do time dele.

Na Van estava eu, que fui convidado a sentar na frente, junto ao motorista, um rapaz da Alemanha (Munique), os portugueses Sandra (Lisboa) e Alexandre, Florine (Paris) e um amigo francês.
Antes de seguir para a fronteira, atravessando a Ponte que separa os dois países, Brasil e Argentina, passamos em um mercadinho para comprar água e lanche para a tarde.

A cidade de Puerto Iguazu está localizada na região nordeste da República Argentina e a 300 km da capital de Misiones, Posadas. Ponto turístico por excelência, Porto Iguaçu é visitada por milhões de pessoas do mundo todo, que vêm para desfrutar do maior espetáculo de água e selva que existe sobre a Terra, as ‘Cataratas Del Iguazú. É a cidade mais próxima ao Parque Nacional Iguaçu.

O Parque Nacional Iguaçu, criado em 1934 com o objetivo de conservar as majestosas Cataratas do Iguaçu, um dos fenômenos naturais mais importantes do mundo, assim como a biodiversidade que as cerca, possui ao redor de 67.620 hectares, que foram declarados Patrimônio Natural da Humanidade em 1984, pela UNESCO, devido a suas belezas cênicas e à grande diversidade biológica da mata subtropical.

Este santuário natural localizado no extremo nordeste da República Argentina, com chuvas e temperaturas amenas (15° C em média no inverno e 30° C em média no verão), compõe um ambiente extremamente úmido e quase sem vento, devido à frondosa copa vegetal.

Garganda del Diablo.
O Rio Iguaçu tem um percurso total de 1320 km até a sua foz no Paraná, 23 km depois das cataratas. Contornado por margens baixas, tem, na maior parte do seu percurso, uma largura variável, que vai de 500m a 1000m. Dentro do Parque Nacional, se alarga até uns 1500m e se volta para o sul, para logo voltar-se novamente para o norte, formando um grande "U" que contém - em sua foz - o abrupto desnível de terreno que dá lugar às Cataratas: imponentes quedas d'água.

Em sua grande curva, uma proliferação de escolhos, ilhotas e grandes ilhas, fragmentam o rio em numerosos braços. Ao chegar ao barranco, cada um deles da lugar a uma queda d'água, cujo conjunto constitui o grande leque que são as Cataratas do Iguaçu.

Este espetáculo único no mundo, considerado como uma das Sete Maravilhas da Natureza, originou-se há mais ou menos 200 mil anos, no local que hoje conhecemos como 'Marco das Três Fronteiras' (Argentina, Brasil e Paraguai), onde se encontram os rios Iguaçu e Paraná.

Uma falha geológica produzida no leito do Rio Paraná fez com que a desembocadura do Rio Iguaçu se convertesse numa abrupta queda de 80 metros de altura. Desde aquele ponto, de onde se originaram as Cataratas, até onde hoje em dia se encontra a 'Garganta do Diabo', são 27 quilômetros de distância, devido ao lento mas contínuo retrocesso erosivo no local das Cataratas.

 Esta grande queda original se converteu em um dos grandes arcos sinuosos, com 2700 metros de extensão. Sendo a queda mais importante do conjunto, a Garganta do Diabo, com 80 metros de altura, encontra-se no curso principal do rio. Conforme o rio esteja mais ou menos caudaloso, podem-se admirar entre 160 e 260 quedas, o que seria, em média, 1500 metros cúbicos de água por segundo. A violência da queda produz uma névoa permanente, na qual os raios solares desenham múltiplos arco-íris de insuperável beleza.

O Parque Nacional de Iguaçu conta com diversas atividades para que o passeio seja único e inesquecível.

Gran Aventura Iguazu Macuco.
Após os tramites realizado na fronteira (saída do Brasil e entrada na Argentina) realizados com sucesso, seguimos nossa viagem em terras argentinas.

Logo após passar o Portal de Acesso, orientados pelo nosso guia/motorista, o passeio tem início no ‘Centro de Interpretación’ com uma incursão detalhada sobre a biodiversidade da selva misionera, conhecendo sua fauna, flora e história da região.

As 9h. fomos orientados a nos dirigir até o veículo que nos levaria até o início do passeio de bote até debaixo das cataratas. Antes disso, passaríamos pela trilha ‘Sendero Macuco’ que permite conectar-se diretamente com a natureza da região, aprendendo um pouco sobre a flora e a fauna da selva.

No caminho para a Gran Aventura Iguazu Jungle, conheci a argentina Michelle (My Belle Meschell), que me acompanhou o restante do dia.

Embarcamos em um caminhão especial que nos levou pela trilha Yacaratiá até o porto onde embarcamos em uma lancha bimotor e navegamos 6 km pelo Rio Iguaçu, sendo 2 km subindo as corredeiras. Algumas fotos no caminho e depois, devidamente equipados com coletes salva-vidas e orientações, seguimos pelo Rio Iguazú até o Salto Três Mosqueteros, de onde se tem uma bela vista do Salto Santa Maria (que fica no lado brasileiro) e da Garganta Del Diablo (Salto Unión).

Tiramos fotos dos outros saltos e recebemos uma bolsa impermeável para colocar os nossos pertences e as máquinas fotográficas que não fossem a prova d’água, pois o banho seria inevitável.

Um momento inesquecível nas Cataratas do Iguazú, na Argentina.
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O !!!

Assim que posso definir ‘la ducha’ que tomamos em baixo do Salto San Martin; olhar para cima e ver aquela quantidade enorme de água caindo é maravilhoso. Um banho na alma; encharcados, atracamos nas ‘escaleras’ do Circuito Inferior e descemos do bote. Os portugueses Sandra e Alexandre optaram por fazer o passeio à Isla San Martín (localizada no coração das cataratas, com acessos a encantadoras vistas). Eu e Michelle resolvemos subir o Circuito e fotografar o Salto dos Hermanas.

Por volta do meio-dia, fomos até o Fast Food Dos Hermanas onde a mãe da Michelle estava aguardando. Almoçamos por lá mesmo, e depois continuamos nosso passeio pelo Circuito Inferior, um conjunto de trilhas estratégicas que propiciam os mais diversos ângulos de visão das Cataratas do Iguaçu e de recantos paradisíacos.
A argentina Michelle e Eu, na Garganta del Diablo

Caminhamos um pouco pela mata, observando algumas aves, animais e lindas borboletas. Uma parada para sacar algumas fotos do Farol Central e depois o passeio no Circuito Superior que dá acesso a magníficas vistas panorâmicas, sendo um privilégio a vista às várias ilhas que se formam entre os saltos.

Na ‘Estación Cataratas’ tomamos o ‘Tren Ecológico de La Selva’, uma ferrovia ecológica que se estende ao longo de todos os percursos, chegando até a Garganta Del Diablo.

Indescritível pela beleza e energia que emociona a todos a Garganta Del Diablo, no Salto Unión, encanta a todos.
As 15h30min me despedi das minhas novas amigas argentinas e fui correndo pegar o trem de volta até a Estación Central, onde às 16h. a Van do Hostel estaria esperando. Ainda deu tempo de passar no Centro Comercial do Parque e adquirir como lembrança uma cuia, bomba e erva-mate para um tererê tipicamente argentino

A noite, já no Hostel, confraternização com os novos amigos e no outro dia cedinho, retorno para Curitiba.



Citações (...)

20 de novembro de 2010

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'Esse vagar sem rumo por uma América maiúscula me mudou mais do que eu pensei. Eu já não sou eu. Pelo menos já não sou mais o mesmo em meu interior.'

(Ernesto 'Che' Guevara)
Vista lateral do muro de uma escola primária na Bolívia.

Como se não tivesse Vivido (...)

14 de novembro de 2010

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'Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar.
Por pensarem ansionamente no futuro,
esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro ...'


'Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido'.
...
 'Nossas viagens expressam como poderia ser
 a vida, fora das restrições do trabalho
e da luta pela sobrevicência'.

(Fonte: Livro 'A Arte de Viajar', de Alain de Botton - Palavras de Confúcio).

Fotos do Mochilão!

8 de novembro de 2010

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As Fotos do Mochilão pela América Latina 2010 estão postadas no site.
Monte Chacaltaya (5300 msnn), Bolívia
Cusco, Peru







Salar de Uyuni, Bolívia
Laguna Blanca, divisa Bolívia e Chile


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Bolívia, Chile e Peru - 26 dias na estrada!

'Não importa qual seja o seu sonho, o importante é continuar acreditando nele (...)'

Gramado Zoo, Serra Gaúcha RS.

1 de novembro de 2010

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Segunda-feira, 01 de novembro, eu e mais duas amigas (Val e Ana  Giulia) resolvemos sair de Novo Hamburgo para irmos visitar uma das novas atrações da Serra Gaúcha.

Todos sabem que Gramado, no Rio Grande do Sul, é um dos mais famosos destinos turísticos brasileiros. A charmosa cidade da Serra Gaúcha fica há 115 km de distância da capital, Porto Alegre. Na cidade, acontecem alguns dos maiores eventos brasileiros, como o Festival de Cinema de Gramado e o Natal Luz. 


Mas não fomos lá para isso, e sim, para visitar o novo Zoológico da região, o Gramado Zoo, que fica há apenas 5 km do centro da cidade, e que além de agregar turismo a Serra, contempla o bem-estar animal, a pesquisa, educação ambiental e entretenimento.

Grata surpresa!

Como chegar: sentido Porto Alegre - Gramado (via RS 115): Quase chegando em Gramado, a entrada é logo após a grande curva para a direita (de três pistas) - no Km 35. O acesso é feito pela RS-115, distante 700m do pórtico de entrada de Gramado.

O parque da Serra Gaúcha, no entanto, não é apenas um espaço turístico recreacional. Em funcionamento desde setembro de 2008, o Gramado Zoo traz um novo conceito para o segmento. Bem-estar animal, pesquisa, educação e conservação ambiental são os pilares que norteiam as atividades do empreendimento. No lugar das grades e jaulas, vidros blindados e enormes viveiros de imersão reproduzem com fidelidade o habitat das espécies.

São mais de 1200 animais de 250 espécies - todos da fauna brasileira, como jacaré-de-papo amarelo, tamanduá-bandeira e lobo-guará. A recepção é feita por araras, tucanos e papagaios, espalhados pelos viveiros. Nos recintos das panteras e onças, apenas um vidro blindado separa os bichos dos visitantes.

No zoo gramadense, espécies em extinção recebem cuidados especiais para reprodução e pesquisa. Com hospital veterinário, berçário e ambientes especiais para os animais de clima quente, o zoológico possui uma equipe especializada de biólogos, veterinários e educadores ambientais, que proporcionam aos visitantes uma perfeita harmonia entre homem e natureza.

Durante o percurso de 1200 metros do zoo, o visitante recebe informações através dos educadores ambientais, das placas ilustrativas com fácil leitura, que ajudam o empreendimento a cumprir uma de suas principais metas: a educação ambiental.

Possuiu ainda, uma vista magnífica dos vales ao redor.

Preços dos Ingressos:
Adultos R$ 18,00 - Crianças a partir de 3 a 12 anos R$ 15,00.

Barraca: Comprar uma barraca pode ser Complicado!

20 de outubro de 2010

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Comprar uma barraca pode ser bem complicado. Compre a barraca certa e você experimentará por anos o que é acampar debaixo de uma tempestade e não sentir uma gota sequer. Mas se você comprar uma barraca que não suporte suas necessidades você estaria melhor se tivesse optado por um hotel 5 estrelas em vez de um camping.

Pense nas suas necessidades antes de comprar uma barraca.

O aventureiro inteligente sabe que uma barraca é um investimento de capital e que não deve ser boa somente para uma ou duas estações mas sim, se tratada apropriadamente, para anos de serviço.

Acampar pode ser uma das diversões mais simples da vida. Se você planeja gastar de R$ 200,00 a R$ 500,00 em uma barraca para 3 estações este é o recomendável a não ser que você possa e tenha necessidade de gastar em uma barraca mais cara. Todas as barracas têm seus prós e contras então o que você precisa fazer é considerar suas necessidades num camping antes de comprar alguma coisa.

Peso e Tamanho:
A não ser que você possua carro, o peso e o tamanho da sua barraca não é muito importante. Uma barraca que acomoda de duas a três pessoas geralmente pesa em torno de 2 a 3 kilos (o peso é mostrado na etiqueta do fabricante da barraca). Barracas pequenas, para somente uma pessoa geralmente variam seu peso em torno de 0,5 kg a 1,5 kg. Já uma barraca grande para toda a família ou pra uma expedição pode pesar de 5 até 10 kilos (ou até mais).

Quanto mais leve melhor, mas não sacrifique aspectos importantes de uma barraca por algumas gramas. Os fabricantes geralmente diminuem o peso de suas barracas usando menos zíperes (conseqüentemente menos aberturas e mais quentes), armações em menos quantidade e mais leves, e estas barracas costumam ter seu avancê um pouco menor também.

O sobreteto de nylon é a última moda em matéria de ventilação mas eles adicionam em peso e custo. Barracas com somente uma camada de tecido em suas paredes geralmente são mais leves do que as que possuem duas camadas mas também são mais caras.

Armações de alumínio ainda são consideradas a melhor escolha pois elas são leves e resistentes e não corroem quando molhadas. Armações mais caras como as de carbono/fibra de vidro podem se mais leves e mais resistentes mas tendem a ser tão flexíveis que são capazes de falhar quando expostas a ventos muito fortes.

O vestíbulo, mais conhecido como avancê (aquela parte na frente da barraca aonde colocamos os tênis antes de entrar) são um conforto e uma conveniência à parte, mas eles adicionam peso também e deixam a barraca mais protegida do vento.

Considerações Sazonais:
Barracas com capa removível: São feitas para as 4 estações. Elas têm janelas, avancê e capa. Armações extras, janelas com zíper e capas compridas se ajustam de acordo com a ventilação desejada, usada mais no verão e menos no inverno.

Barracas para 3 estações: São as mais comuns no mercado. São desenhadas para se usar no verão, na primavera e no outono. Muitas dessas barracas suportam bem um clima mais frio, no entanto, se você está planejando acampar numa temperatura bem mais fria, abaixo de 10 graus, aconselha-se comprar uma barra para 4 estações. Barracas para 3 estações geralmente possuem capa, e um avancê de tamanho suficiente para alocar de uma a duas mochilas de tamanho médio.

Barracas de verão: São leves e muito bem ventiladas. Uma boa opção para noites quentes mas não são muito versáteis quando a temperatura cai ou quando chove.

Barracas para montanhas: São desenhadas para suportar a pior das tempestades de inverno. Se você está planejando passar um bom tempo nas montanhas e sabe que vai pegar uma temperatura muito baixa, não deixe de dar uma olhada neste tipo de barraca. Elas costumam ser mais caras e um pouco mais pesadas do que as barracas para 3 estações.

Durante a Compra:
- Acessórios adicionais que fazem nossa vida mais confortável são bolsos extras por dentro da barraca aonde você pode colocar seus óculos, relógios e outras coisas do tipo.
- Cheque o sistema de ventilação da barraca. Janelas com tela permitem a circulação do ar, afasta os insetos e nos permite ver o que está acontecendo lá fora, mas certifique-se de que elas se fecham muito bem para que não deixe passar muito ar em noites mais frias.
- Cheque também a durabilidade do chão da barraca e se ela é a prova d'água. Sempre entre na barraca e se estique ao máximo antes de comprá-la, desta forma você saberá se cabe dentro.
- Quando montar sua futura barraca certifique-se de que suas armações encaixam perfeitamente e de maneira fácil.
- Considere o equipamento que você precisará deixar dentro da barraca durante a noite. Se você está pensando em dormir em uma barraca com mais duas ou três pessoas, pegue emprestado na loja mesmo quantos sacos de dormir forem necessários e os coloque abertos dentro da barraca. Coloque também mochilas (de preferência cheias) e certifique-se de que elas cabem no avancê ou se preferir dentro da própria barraca.
- Se você planeja pendurar sua lanterna no teto da barraca, certifique-se de esta possui o lugar apropriado para tal, normalmente um pequeno gancho preso no centro.
- Cheque a costura de toda a barraca, se ela é bem reforçada nas costuras, cantos e outros pontos de força. Procure saber se você precisa passar selador líquido (silicone) na costura depois que comprar a barraca e com qual freqüência isto precisa ser feito.
- Se você comprar sua barraca e for recebê-la por correio certifique-se de que a nota fiscal veio junta caso haja necessidade de troca se a barraca não corresponder às suas expectativas.
- Experimente guardá-la em sua mochila, no local apropriado para ver como fica.
- Não se esqueça de checar se a armação está correta e se todos os pinos (inclusive os extras, se tiver) estão lá.
- Cuidado com as barracas de cores verde, marrom e cinza pois elas se mesclam muito fácil à paisagem ao redor e podem se tornar difíceis de encontrar depois de um longo dia de trilhas (caso você pratique camping selvagem). Se você se perder, uma barraca vermelha ou amarela será muito mais fácil de visualizar. É preferível que seu interior seja de cores claras também.

Cuidados com a Barraca:
Nunca guarde sua barraca se ele estiver molhada pois isto fará com que o tecido se estrague e rasgue e além de destruir o nylon, ela ficará com um cheiro ruim e mofado. Se for possível, deixe sua barraca secar pela manhã. Mas se por algum motivo nada disso puder ser feito na saída do camping, não se esqueça de fazê-lo assim que chegar em casa.

Retire toda a poeira e folhas com um pano úmido e pendure-a para secar. O sol também fará com que a barraca se deteriore. Se for possível, acampe na sombra a fim de evitar os perigosos raios UV. Mas você poderá utilizar sua capa como proteção, pois custará menos trocá-la depois de algum tempo do que a barraca inteira.

O chão da barraca pode se desgastar também pelo lado de fora, por isso use uma proteção para ele quando possível. Uma capa de lona é leve e barata, uma ótima opção para dar conta do serviço.

Dicas Adicionais:
Para quem vai acampar com crianças pela primeira vez, deixe-as cochilar ou até mesmo passar a noite dentro da barraca em casa. Algumas pessoas levam um tempo para se acostumar com o ambiente um tanto claustrofóbico de uma barraca e é melhor para você e sua criança se acostumarem com isso em casa do que no camping onde vocês estarão no escuro e no meio de outros campistas.

Se você for acampar no frio ou até mesmo na neve, tente posicionar sua barraca de uma forma que ela possa pegar sol logo cedo de manhã pois ele aquecerá e evaporará o orvalho ou camadas de gelo na sua barraca.

Não deixe comida ou restos dela fora da barraca, além de sujar o local, você poderá atrair animais silvestres.

(...) Quarto Dia - La Paz, Bolívia.

12 de outubro de 2010

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Chegada, por volta das 08h30min.

Chegamos via Aeroporto Internacional de El Alto que serve a cidade de e esta localizado na cidade de El Alto, a uma altitude de 4061 msnm, sendo considerado um dos aeroportos internacionais mais altos do mundo.
 
Pegamos um taxi até La Paz e fomos à busca do Hotel Torino, indicação de vários mochileiros. Pagamos a diária, nos acomodamos num quarto para quatro pessoas, nos organizamos e fomos comer alguma coisa.

População de 2.100.000 aproximadamente, incluindo a área metropolitana.

A primeira impressão de La Paz é a de se estar numa grande favela. Ruas um pouco sujas, cheia de pessoas circulando e o trânsito super confuso. Depois que conheci melhor a cidade fui entendendo melhor como as coisas funcionam por lá.

A cidade de Nuestra Señora de La Paz (ou simplesmente ‘La Paz’), Capital Federal da Bolívia, foi fundada em 20 de outubro de 1548, pelo capitão espanhol Alonso de Mendoza e constitui-se na cidade mais populosa da Bolívia. Embora Sucre continue legalmente a ser a capital do país, o governo tem a sua sede na cidade de La Paz desde 1898.

La Paz esta situada num vale profundo, rodeada de montes e montanhas de grandes altitudes por todos os lados, pertencentes à Cordilheira dos Andes. Resultado: as encostas dos morros estão tapadas de casas, lembrando muito as favelas do Rio de Janeiro. A cidade tem muita subida e descidas íngremes. Ao lado de La Paz, esta a cidade de El Alto, na região metropolitana, onde se localiza o aeroporto que chegamos.

La Paz foi fundada em 1548 para celebrar o fim da guerra civil entre os partidários de Almagro e Pizarro, dois ex-sócios e conquistadores do Império Inca. O período de paz durou pouco. Mais tarde, Almagro foi assassinado pelo próprio Pizarro, que, por sua vez, foi morto pelos partidários almagristas.

O ar é bastante seco em La Paz e sol brilha mais forte por aqui. Um bom protetor solar sempre é recomendável. Como o ar é mais rarefeito, a incidência de raios ultravioletas é maior. O clima de La Paz é frio de altitude. A temperatura média é de 8°C.

Na Cordilheira dos Andes encontra-se o Illimani com 6465 msnm.

Desbravar La Paz a pé é igualmente uma boa idéia. Além de ser uma das melhores maneiras de interagir com o cotidiano da cidade, é o ideal para aclimatar o seu organismo aos efeitos da altitude. No começo perturba, sentem-se tonturas, mas entre um ou três dias você vai se acostumando.

La Paz é agitada, repleta de praças, igrejas e museus que resgatam a herança deixada pelos colonizadores após o descobrimento da América. Uma caminhada legal abrange o triângulo formado pelas Plazas Murillo, San Francisco e del Estudiante. Nesta área, encontram-se os principais museus, como o belo Museo Nacional de Arte ou, subindo um pouco a Calle de Ias Brujas, o criativo Museo de Ia Coca.

Apesar da confusão da capital, procure relaxar assistindo ao movimento dos nativos por entre as ruas e praças, ou perca-se em um dos mercados de artesanato.

Em La Paz tem várias opções de Hostel’s. Na primeira noite ficamos hospedados no Torino (lotado de mochileiros) e nas demais ficamos em outro sem muita integração entre os hóspedes.

A altitude realmente pega em La Paz. Não sei como os jogadores de futebol conseguem jogar numa altitude destas. É impressionante; você mal dá uns passos e o coração parece que vai sair pela boca. E não adianta tentar fugir das ladeiras e subidas. La Paz é cheia delas. Além do cansaço, a altitude pode causar dor de cabeça e tontura. Esteja prevenido.

Recomendo tomar Chá de Coca (não faz mal algum) ou então mascar as folhas. Se mesmo assim a dor de cabeça for inevitável, compro os famosos ‘Soroche Pills’, comprimido encontrado em qualquer farmácia boliviana que serve para curar o mal da altitude.

Se for direto para um lugar de altitude elevada, tente evitar o esforço nos primeiros dias, para se aclimatar um pouco e o corpo se acostumar com a diferença.

Bom, voltando (...) almoçamos por volta das 14h. em um Centro Comercial próximo ao Hostel Torino, no Salad Bar. Experimentamos nosso primeiro menu ejecutivo, com os três pratos. Uma sopa de Chairo de entrada, o segundo, uma Milanesa de Res, e por fim Isla Flotante de Postre, ou seja, a sobremesa. Tudo isso por B$ 25,00.
Depois do almoço seguimos para a Praça Murillo, cercada pelo Palácio Legislativo e a Catedral. A praça ganhou este nome depois da morte do revolucionário Dom Pedro Domingo Murillo, que foi morto no local pelos espanhóis, em 1810. Diariamente a praça é invadida por uma revoada de pombos que são alimentados por nativos e turistas. No centro, fica a estátua do ex-presidente Gualberto Villarroel, que também morreu aqui, em 1946, enforcado por revolucionários. Vale à pena sentar nesta praça e ficar na boa, curtindo o movimento.

A Avenida 16 de Julio é a principal via urbana de La Paz, cruzando todo o centro de norte a sul e mudando de nome várias vezes. Próxima a Plaza del Estudiante, por exemplo, a avenida é conhecida como El Prado - que é uma espécie de apelido que algumas grandes avenidas na Bolívia recebem -, contando com bons hotéis, restaurantes e cinemas. Mais ao sul, o nome toma-se Villazón e também Anicelo Arce e 6 de Agosto, conforme vai avançando bairro adentro - uma área residencial mais nobre que nem parece La Paz.

Devido às suas limitações naturais, La Paz é um centro urbano pequeno e compacto, no qual se distinguem três setores: os quarteirões indígenas nos lugares mais altos, as zonas residenciais das classes mais favorecidas nas partes mais baixas, e, entre as duas, as áreas comercial e administrativa.

O trânsito, principalmente nas primeiras horas da manhã e nos finais de tarde, é bastante caótico, deixando no chinelo o rush de qualquer grande cidade do Brasil. Muitos cruzamentos simplesmente não têm sinalização e a preferencial, de certa forma, é de quem chegar primeiro. Por isto, também, os sons das buzinas ecoam por todas as ruas. Buzinar em La Paz é tão comum quanto parar ou mudar de marcha.

O principal transporte público são as vans que circulam por toda a cidade. O percurso que cada uma delas realiza é gritado pela janela, normalmente por um garoto que também faz o trabalho de cobrador. Nem tente compreender o que os caras dizem, já que o itinerário é berrado de forma mais do que rápida. Não existem pontos fixos, apenas sinalize para que o veículo pare. O valor da passagem era de B$ 1,50.

 O garoto grita: _ Jáen Ninõ, Av. Vilazón, Plaza del Governador!
Você entende: _ Jacarézinhõ, Avión, Cuidado con el Disco Voador!
(by mochileiros do Caracol de Mochila)

Existem também ônibus e microônibus. Normalmente esses veículos são velhos e estão sempre lotados de passageiros e de cargas, e as tarifas variam, mas são irrisórias. A melhor opção é, sem dúvida, o táxi, que não tem taxímetro e o custo da corrida deve ser acertado com o motorista antes de entrar no carro, conforme a distância que será percorrida. Sempre negocie o primeiro valor proposto, mesmo que já pareça barato.

Fomos andar pelo centro da cidade, fazer comprar e depois seguimos para o Mercado de Las Brujas, fizemos mais compras. Onde você anda você dá de cara com as ‘Cholas’ bolivianas que se vestem com suas roupas típicas, chapéu e tranças compridas, e as que possuem filhos, os mesmos estão lá, carregados por mantas, nas costas delas. Apesar de não serem muito sociáveis com os turistas (cobram para tirar foto), são um espetáculo a parte em La Paz.

Queria ter visitado o Mirador Lakaikota, mas ficou para um próximo Mochilão.

À noite, lá pelas 21h fomos ao Alexandre Coffee e depois na Praza Murillo, onde aguardaríamos a virada do ano.

A Plaza Murillo, localizada três quadras a oeste da Avenida 16 de Julio pela Rua Socabaya, é a praça mais importante da cidade, onde ficam o Palácio Legislativo e a Catedral. O calçadão da Calle Comércio começa nesta praça e, como o próprio nome diz, é o local que concentra o maior número de lojas e vendedores ambulantes, com um intenso fluxo de pedestres ao longo do dia.

A praça em frente ao Palácio Legislativo e à Catedral, talvez seja o ponto mais importante de La Paz, e herdou o nome do revolucionário boliviano Don Pedro Domingo Murillo, que foi morto no local pelos espanhóis, em 1810. No centro, fica a estátua do ex-presidente boliviano Gualberto Villarroel, que também morreu no lugar, em 1946, enforcado por revolucionários. Vale a pena sentar-se por ali e ficar na boa, de bobeira, curtindo o movimento.

Já o Palácio Legislativo, também em frente a Plaza Murillo, apresenta belas fachadas é a sede do Parlamento boliviano. As visitas ao interior do Palácio são permitidas, e por vezes pode-se até assistir a uma sessão de votação entre os parlamentares - o que é feito sempre junto com um guia. A visitação rola durante a semana em horários variados e é necessário informar-se na recepção do Palácio.

Também na Plaza Murillo, a Catedral, que foi construída em 1835 em estilo barroco, com uma cúpula bastante grande, contrastando com um altar mais simples. Ao lado, ainda na praça, fica o Palácio Presidencial, conhecido como Palacio Quemado.


 

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©Alexandre Ritter ·TNB